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Registo Oficial: Revista # 125853 ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social | Depósito Legal: 305455/10 | ISSN: 1647-6174 | Director: Pedro Laranjeira | Origem: Portugal

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1 de Março de 2010
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Saúde
Escrito por Pedro Laranjeira   
Quarta, 23 Junho 2010 00:10
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  1.600 MULHERES "SALVAS DA FACA"  ATÉ HOJE  
.
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FIBROMIOMAS UTERINOS

TRATAMENTO  INOVADOR

 JÁ  NÃO  É  PRECISO  RECORRER  À  CIRURGIA

...é o fim de milhares de operações INÚTEIS agora feitas em Portugal

 1.600 PACIENTES "SALVAS DA FACA"  ATÉ ESTA DATA 
.

Pedro LaranjeiraFIBROMIOMAS UTERINOS

TRATAMENTO  INOVADOR

 JÁ  NÃO  É  PRECISO  RECORRER  À  CIRURGIA
Pedro Laranjeira  
...é o fim de milhares de operações INÚTEIS agora feitas em Portugal


Perto de um milhão de portuguesas têm miomas, quer o saibam quer não. Só descobrem quando alguns desconfortos as levam ao médico e os exames o revelam. 

O pior vem a seguir: com o avançar da doença, a prescrição do ginecologista acaba por ser, na maior parte dos casos, sempre a mesma: 

histerectomia, remoção do útero. 

Milhares de pacientes passam por isso em Portugal todos os anos...
SEM NECESSIDADE !... 

Existe já uma nova terapia que evita a operação e todas as suas traumáticas consequências, cura a doença, preserva os órgãos reprodutores... e permite continuar a ter filhos! 

Porque é que a maior parte dos ginecologistas continua renitente em a aconselhar é um "mistério"! 

UM MISTÉRIO !... 

 


A DOENÇA 

"Fibromioma" é a designação comum dada aos miomas, ou tumores benignos, que se desenvolvem nas paredes do útero. Podem ir de 1 milímetro a 30 centímetros ou mais, frequentemente são numerosos, e podem começar a surgir após a primeira menstruação, regredindo por normal depois da menopausa.

Formam-se por acção de estrogénios (hormonas femininas), pelo que ficam de sobremaneira vulneráveis as mulheres que tomam a "pílula". 

A incidência de fibromiomas verifica-se em cerca de um terço das mulheres em idade fértil e 40% das que têm mais de 35 anos.

Isto que significa que muitas centenas de milhares de portuguesas os transportam, muitas vezes sem o saber, uma vez que são difíceis de detectar pela doente na fase inicial e as queixas só começam a ser evidentes quando os miomas atingem dimensões significativas. 


OS SINTOMAS 

Os sintomas mais frequentes são: 

¤   dores na região pélvica
¤   aumento de volume do abdómen
¤   períodos menstruais prolongados
¤   hemorragias, incluindo durante a menstruação
¤   dores ou desconforto durante as relações sexuais
¤   sensação de peso
¤   coprostasia (obstipação, prisão de ventre)
¤   necessidade frequente de urinar
¤   dificuldade na micção
¤   dificuldade em engravidar
¤   abortos espontâneos

                                        LOCALIZAÇÃO

Há três tipos de fibromiomas: 

¤   Sub-mucosos, os mais raros, que se desenvolvem na parede interna do útero
¤   Sub-serosos, localizados na porção externa da parede do útero, crescem para fora
¤   Intra- murais, os mais frequentes, que se desenvolvem na parede uterina


                                        DIAGNÓSTICO


A doença só é descoberta quando o aparecimento de sintomas leva a paciente ao médico para um exame ginecológico. As duas formas mais eficazes e seguras de diagnóstico são: 
 
¤   Ecografia  (abdominal ou vaginal), a mais simples e imediata
¤   Ressonância magnética  pélvica, processo exacto e sem quaisquer riscos para a saúde.


                                       A ATITUDE DA PACIENTE


Na maior parte dos casos, a presença de miomas não é tratada até os sintomas provocarem a necessidade de fazer alguma coisa para alterar os efeitos negativos, quer na saúde, quer no conforto diário, quer na estética da aparência.

Decorre sempre um grande lapso de tempo entre o momento em que a mulher começa a sentir que “algo não está bem” e a primeira ocasião em que decide averiguar o quê e ir ao médico.

Em muitas situações, vai-se adaptando gradualmente à sintomatologia, como um fluxo menstrual excessivo, e acaba por achá-lo normal por se ter habituado a que é sempre assim. A reacção à dor também varia de pessoa para pessoa e quem tem cólicas menstruais vai-se adaptando ao desconforto e aprendendo a viver com ele.

Finalmente, a aparência é outro factor que gera atitudes diferentes de mulher para mulher.

Enquanto que um ligeiro aumento da barriga pode levar umas a sentir-se mal com o seu aspecto, outras há que aceitam um aumento de volume abdominal até parecer que estão grávidas de seis meses

Em última instância, a intervenção é decidida, quase sempre, não pelo médico mas pela paciente.


TRATAMENTO


A medicina tem três tipos de abordagem a esta patologia:

1.   Medicamentos: normalmente a primeira terapia
2.   Cirurgia: dois tipos - miomectomia (extracção dos tumores) ou histerectomia (extracção do útero)
3.   Embolização: nova técnica alternativa, que cura a doença e preserva os órgãos reprodutores

    1. MEDICAMENTOS

Sem excluir anti-inflamatórios, esta terapia consiste essencialmente na administração de medicamentos à base de hormonas.

É sempre um processo temporário, com frequentes efeitos secundários e cuja eficácia cessa com o fim da medicação: os miomas voltam a crescer e os sintomas reaparecem. Presentemente só se utiliza em situações de pré-cirurgia ou como medida temporária antes da menopausa.

    2. CIRURGIA

Miomectomia: remoção de cada um dos miomas por incisão abdominal ou vaginal, conforme localização

Abdominal: 
uma incisão no abdómen e outra no útero, para remoção do fibromioma
Histeroscópica
: só para miomas submucosos, sem incisão cirúrgica
Laparoscópica
: pequenas incisões nas paredes abdominais e uterinas, para remoção dos fibromiomas localizados fora do útero

Histerectomia
: remoção total do útero, por via abdominal ou vaginal.

Cirurgia irreversível, que elimina definitivamente os miomas mas impede a mulher de jamais poder voltar a ter filhos, para além de severos traumas emocionais relacionados com a perda de auto-estima, perturbação da vida sexual, sensação de perda e vazio, redução de actividades físicas e ocupacionais que frequentemente conduzem a alterações psíquicas ou comportamentais, bem como alteração dos hábitos sociais .

    3. EMBOLIZAÇÃO

Nova terapia alternativa por radiologia de intervenção, que consiste em privar os miomas de irrigação sanguínea, levando-os a secar, com um período de internamento de poucas horas e curta convalescença, que preserva os órgãos reprodutores e permite engravidar a partir de seis meses após a intervenção.

Praticada em Portugal desde 2004, não origina quaisquer dos sintomas derivados da histerectomia, é mais barata e tem uma taxa de êxito superior a 90%.

PRESCRIÇÃO

É aqui que a porca torce o rabo.

A maior parte dos ginecologistas continua a optar pela histerectomia, mesmo quando as suas pacientes recusam submeter-se a cirurgia, insistindo em que é "a única solução".

É sempre o primeiro conselho: cirurgia, remoção dos órgãos!

Às vezes é sugerida a manutenção dos miomas sob observação, para só intervir se começarem a crescer demasiado; depois, vêm os medicamentos e ocasionalmente a extracção dos miomas um a um (miomectomia).

Em última instância, o conselho acaba sempre por voltar a ser o primeiro: histerectomia, remoção do útero, que em 50% dos casos é acompanhada pela ablação dos ovários, "para aproveitar a cirurgia".

Mesmo quando confrontados com a sugestão de uma embolização, a maior parte dos ginecologistas "é contra", insistindo em que a histerectomia é não só aconselhável como indispensável.

Isto é particularmente estranho, se fizermos uma análise comparativa séria das duas terapias...


HISTERECTOMIA  VERSUS  EMBOLIZAÇÃO


Numa coisa coincidem: curam a doença.

A histerectomia retirando todos os miomas do corpo, juntamente com o útero - a embolização asfixiando-os da alimentação sanguínea (isquémia), que lhes pára o crescimento e inicia uma diminuição gradual de volume, chegando a fazê-los desaparecer por completo e anulando todas as queixas.

Em muitas outras, porém, estas duas formas de intervenção são dramaticamente diferentes, a saber:


QUANTO CUSTA


Antes de mais, os custos são incomparáveis: por um lado, não é fácil saber ao certo quanto pode custar uma histerectomia - os hospitais não fornecem informação que represente uma cotação séria (para não dizer mínima) dos seus custos.

A primeira tentativa que fiz para um dos hospitais da zona da Grande Lisboa mostrou-me logo que não há respostas disponíveis: "cada caso é um caso, é preciso primeiro uma avaliação do médico, só depois se pode saber melhor"...

A Portaria 163/A/2001, publicada no Suplemento nº 55 do Diário da República, I Série-B, Anexo II, em 6 de Março de 2001, atribui à "Evisceração pélvica, histerectomia" um valor de 3.150,91 euros, acrescido de 1.291,89 euros de remuneração da equipa, ou seja, 4.442,80 euros. A isto acrescem, é claro, os custos de internamento.

A embolização, por outro lado, tem um custo fixo, claro e disponível a qualquer pessoa que o indague: 3.500,00 euros, ou seja, na prática custa metade ou menos que uma histerectomia.

Há outra diferença, porém: a histerectomia é comparticipada, mas não a embolização.

No entanto, muitas das seguradoras que fornecem serviços de saúde aceitam a comparticipação desta terapia, o que pode reduzir os custos para a utente, dependendo do plano contratado, a poucas centenas de euros.

De notar que o custo da embolização inclui tudo: internamento,sala de tratamento, honorários clínicos e acompanhamento médico durante 3 anos.

A INTERVENÇÃO


A histerectomia implica um internamento de 4 a 7 dias, com um período de convalescença de um a dois meses. Obriga a anestesia geral.

A embolização é realizada em ambulatório, com internamento de 4 a 6 horas, podendo a doente regressar a casa no próprio dia. Ao segundo dia pode retomar a sua vida normal de trabalho.

A intervenção propriamente dita demora cerca de 30 a 60 minutos.



A anestesia é local, permitindo à paciente acompanhar o processo através dos monitores.

Para quem prefere evitar fármacos, existe em Portugal a possibilidade de recurso a anestesia por acupunctura - é o único sítio do mundo onde tal é possível. 

É também o único sítio no mundo onde a paciente tem alta no próprio dia (por exemplo, nos Estados Unidos, como aliás na maior parte dos países, a intervenção é efectuada sob anestesia epidural e seguida por 1 ou 2 dias de bomba de morfina, procedimento que foi até hoje o único responsável por algumas das raras complicações pós-terapia).


TER FILHOS

Este é, de facto, o problema crucial.

Muitas mulheres em idade fértil são aconselhadas a extirpar o útero e em metade dos casos em que tal acontece a única razão é a existência de miomas.

Trata-se de uma crueldade desnecessária, uma vez que a medicina dispõe já de outra saída.

Uma histerectomia é o fim definitivo da hipótese de maternidade.

A embolização preserva o útero e pode permitir engravidar seis meses depois do tratamento.

Das mulheres que o fizeram em Portugal, nasceram já mais de 100 crianças e muitas pacientes estão grávidas, com bebés a caminho.


FEMINILIDADE, AUTO- ESTIMA


Não é a maternidade, porém, o único - ou o pior - dos problemas.

O útero e os ovários são os órgãos reprodutores da mulher, o símbolo intrínseco da sua feminilidade.

Extirpá-los é uma forma de castração que tem, como está amplamente demonstrado, graves efeitos psicológicos e sequelas que se arrastam pela vida inteira, independentemente da idade da mulher.

Este simples facto desmonta a teoria tão comum e tão grata a muitos ginecologistas de que, em idade de menopausa ou depois dela, "são órgãos que já não são precisos".

Não é verdade, qualquer mulher o dirá!

Além disso, é um facto científico que a evisceração pélvica provoca alterações no sistema endócrino, nomeadamente desiquilíbrios hormonais e alterações comportamentais.

De um modo geral, está provado que uma histerectomia, além de provocar esterilidade irreversível, causa traumas emociais, abandono da auto-estima, sensação de vazio e perda, perturbação da vida sexual, redução das actividades físicas e ocupacionais, que conduzem a profundas alterações psíquicas e sociais.

A embolização evita TUDO isto: custa menos que arrancar um dente e não altera nada, no quotidiano da vida.


OS NÚMEROS


Apesar dos factos, os números que quantificam estas duas formas de terapia são dramáticamente diferentes.

A histerectomia é uma prática comum: nos Estados Unidos são feitas 600.000 por ano (metade das quais com remoção dos ovários), no Brasil, uma média de 107.000.

Assim, no ano de 2006, em Hospitais públicos do Continente, realizaram-se em Portugal 11.359 histerectomias, das quais 5.034 por fibromiomas uterinos (44,3%).

Em 2007, as histerectomias totalizaram 11.003, 4.756 por fibromiomas (43,2%). Apenas 1.333 se deveram a tumores malignos.

Ou seja: quase metade das histerectomias foram feitas para remover miomas
, portanto... inutilmente!

Ou seja: 9.790 mulheres, em apenas dois anos, perderam o útero que, provavelmente, poderiam ainda conservar.

Ou seja: salvo casos eventuais que possam excluir-se destes números por razões específicas, em dois anos foram feitas mais de 9.000 operações inúteis em Portugal.

Cerca de 400.000 dias de trabalho a menos, cerca de 400.000 dias de remunerações reduzidas ou nulas, cerca de 400.000 dias de sofrimento evitável – mais de 1.000 anos de trabalho entre as mulheres que passaram por isso!

É assim que o Estado costuma fazer contas e apresentar números: pois bem, os deste assunto aqui estão!

Comparadas com as 5.034 mulheres amputadas em 2006, nesse ano foram feitas, com sucesso pleno, 208 embolizações.

Gritantes, as diferenças, não é verdade?

Ah, já agora acrescento: dessas 208, algumas engravidaram e já são mães !


O MISTÉRIO...


Porquê, então, a persistência de tantos ginecologistas em aconselhar uma cirurgia invasiva com efeitos graves e irreversíveis, quando existe uma terapia que cura a doença e não tem consequências, nem físicas nem psíquicas?...

Obtive vários testemunhos, que se dividiram entre o desconhecimento puro e simples desta terapia como alternativa e a acusação, mais grave, de que "certos médicos se esqueceram do juramento feito e olham para a medicina com um negócio", nem sempre optando pela melhor solução para com o superior interesse do paciente.

A própria Wikipedia, a mais utilizada das actuais ferramentas populares de consulta, abre com esta frase a sua página sobre o assunto: "A embolização uterina é uma técnica recente e, embora sujeita a alguma contestação pela comunidade científica - sobretudo ginecologistas - pode ser uma alternativa viável e a considerar como ferramenta no tratamento dos miomas uterinos."

Pessoalmente, depois de extensa pesquisa e uma consulta atenta às posições de inúmeros intervenientes nesse bem social que é a medicina, opto aqui por realçar uma declaração de Jorge Branco ao Expresso, em 10 de Janeiro de 2009. É esta a frase do director da Maternidade Alfredo da Costa em Lisboa,: "É preciso bom senso clínico e sempre com o interesse da doente à cabeça. A histerectomia está longe de ser a única solução."

HISTÓRIA


Como terapêutica, a técnica tem vinte anos de existência e começou em França, pela mão do ginecologista Jacques Ravina. Foi introduzida nos Estados Unidos em 1996 e no Brasil em 1999.
Dr. João Martins Pisco
Foi introduzida nos Estados Unidos em 1996 e no Brasil em 1999.

Antes mesmo disso, porém, um português de espírito pioneiro sugeriu a embolização numa doente de 23 anos com abundantes hemorragias devido à presença de um fibromioma, que foi recusada pelo ginecologista assistente daquela.

O caso foi publicado numa revista da especialidade.

Estava-se em 1985.

A sugestão partiu do radiologista João Martins Pisco, médico há 44 anos e perito em Radiologia de Intervenção.

Só a partir de 1996, no entanto, conseguiu começar a captar alguma atenção, mas não a anuência, de colegas portugueses.


NO NOSSO PAÍS


O marco histórico viria a acontecer em 24 de Junho de 2004, quando Martins Pisco realizou a primeira embolização das artérias uterinas em Portugal, numa paciente de 32 anos já antes submetida a duas miomectomias e que tomou, ela própria, a iniciativa de o contactar, na sequência de pesquisas na internet e por conselho de um médico brasileiro.

Essa doente engravidou entretanto e teve o primeiro filho em Fevereiro de 2007.

Martins Pisco começa então uma longa carreira de participação em congressos internacionais para divulgação das técnicas de Embolização Arterial Uterina (EAU), que se mantém até aos nossos dias. Entretanto e desde então, tem participado em inúmeras iniciativas de divulgação desta terapia nos Estados Unidos e no Brasil.

Cinco meses depois da primeira intervenção, a comunicação social portuguesa interessa-se pelo assunto e o Correio da Manhã e a TVI deslocam uma equipa ao Hospital onde se realizava outra embolização, para trazer à opinião pública o conhecimento desta nova oferta da ciência.

O HOSPITAL


Martins Pisco iniciou a aplicação deste tratamento no Hospital de St. Louis, em Lisboa, onde mantém o seu centro de trabalho e dispõe agora de uma equipa multidisciplinar, cada vez com mais pacientes a procurar os resultados ímpares da embolização das artérias uterinas.

O TRATAMENTO


A Embolização Arterial Uterina é uma terapêutica não invasiva que consiste na interrupção da circulação sanguínea que irriga o fibromioma, conduzindo à sua atrofia, com um grau de isquémia superior a 90%.

É introduzida uma agulha na artéria femoral, através da virilha direita, por onde
se faz entrar um cateter com 1,5 mm de espessura, que é dirigido através de monitorização video, para cada uma das artérias uterinas.

A embolização é realizada pela introdução de microesferas de material sintético
de polivinil alcóol.

Este material é completamente inócuo e usa-se há mais de 40 anos em embolizações, sem qualquer reacção por parte do organismo.

As microesferas "entopem" a alimentação de sangue ao mioma, que começa imediatamente a "murchar", chegando a observar-se uma redução visível no volume do abdómen logo após o curto tempo da intervenção  (ver fotos).

 
      Hospital de St. Louis, 8 de Novembro de 2008, 18:06, foto Pedro Laranjeira               
Hospital de St. Louis, 8 de Novembro de 2008, 18h47, foto Pedro Laranjeira
===  (notar a hora a que foram tiradas e a redução do abdómen apenas durante a embolização)  ===

Todo o processo é acompanhado através de monitores, onde se vê perfeitamente a irrigação sanguínea do tumor a ser interrompida pela introdução das microesferas de polivinil.

Uma vez terminado, retira-se o cateter e a doente descansa cerca de duas horas, após o que pode levantar-se e, uma hora depois, ingerir a sua primeira refeição.

Tem alta no próprio dia.

Depois de mais 24 horas de tranquilidade, mas na rotina normal da sua vida diária, pode regressar ao trabalho, embora se aconselhe uma semana de repouso, quando possível.

AS PACIENTES


No dia em que Martins Pisco me convidou para assistir a seis intervenções no St. Louis, entrevistei todas as pacientes antes e depois e mantive mesmo com duas delas uma conversa fácil e agradável durante a intervenção.

Uma semana depois, todas estavam bem dispostas, de perfeita saúde, completamente recuperadas e felizes pela opção que as levara ali naquele dia.

Uma delas era Testemunha de Jeová, que por determinação da sua fé não aceita transfusões de sangue e me disse que lhe tinham imposto fazer uma, ou assinar um termo de responsabilidade... fiquei a pensar o que o futuro lhe reservaria se não tivesse encontrado esta alternativa...

Outra era uma boa amiga de longos anos com quem tenho falado todos os dias desde então e que se diz feliz, liberta de cinco anos de pesadelo em que lhe prescreveram a necessidade inevitável de uma histerectomia.

Quando descobriu esta solução, ficou com o problema resolvido em menos de um mês e esteve tão à vontade que até deu uma entrevista, durante a intervenção, a uma equipa da RTP que ali esteve conosco e a passou no Telejornal dessa noite.

É dela a frase que me inspirou o título de um livro que escrevi sobre o assunto - com 44 anos e sem querer ter filhos, o testemunho que lhe recordo foi, ainda assim, esse mesmo: "Não me tirem o útero!..."


A ANESTESIA


Uma vantagem da embolização salientada por muitas das pacientes que entrevistei foi não terem que se submeter a uma anestesia geral. O Dr. João Martins Pisco tem vindo a aperfeiçoar as suas técnicas de intervenção e hoje em dia o processo é virtualmente indolor, seja qual for o tipo de opção feito por cada uma das pacientes.
Massagista Maria JoséDr. Mistuharu 

Tsuychiya
 O leque à escolha inclui dois tipos de anestesia: local, pelos
 métodos tradicionais, ou por Acupunctura.

 Nisso, é impar e pioneiro: 
é o único estabelecimento
 hospitalar no mundo que faz anestesia por acupunctura.

 Para tal, conta com a colaboração de uma equipa liderado
 por Mitsuharu Tsuychiya, médico japonês radicado em
 Portugal há três décadas e meia, assistido por Pedro
 Figueiredo, um acupunctor que cruza a medicina
 convencional com a "alternativa" e proporciona novas e
 sofisticadas técnicas de electro-acupunctura, acompanhadas
 de massagem shiatsu à 
cabeça da doente, no caso pela
 terapeuta Maria José, possuidora de uma vasta e muito
 rica experiência.

No dia da minha visita, duas das seis pacientes optaram por este método.


O ACOMPANHAMENTO


Se há uma coisa de que Martins Pisco não podem ser acusado é de malhar o ferro sem fogo.

As condições que oferece à suas pacientes, após o tratamento, são, no mínimo, invulgares... a saber:

»   contacto permanente com o médico, 24 horas por dia, através de telemóvel
»   em caso (raríssimo) de insucesso, a embolização é repetida seis meses depois, sem quaisquer custos
»   acompanhamento gratuito da doente durante os três anos seguintes.


TESTEMUNHOS


Não cabem aqui, mas tenho na minha posse 265 testemunhos de pacientes que tratam o médico do Bairro Alto como o salvador que lhes devolveu a vida!...   Porque será ?...
PONTO DA SITUAÇÃO
(actualizado em 27 de junho de 2014)

Até esta data, João Martins Pisco realizou 1.600 embolizações.

¤     cerca de 10% foram feitas com anestesia por acupunctura.

¤     78% das pacientes tinham uma prescrição anterior de histerectomia.

¤     mais de 100 engravidaram após o tratamento.

¤     mais de 120 crianças nasceram já, as restantes estão a caminho...




...honni soit qui mal y pense !...     






CONCLUSÃO


No universo da utopia, fantasiamos sempre como desejaríamos que as coisas fossem.

Não há nenhum mal nisso, a imagem utópica não precisa de ser uma meta, se for, pelo menos, um apontar de caminho, uma identificação da direcção certa.

Há quem tenha escrito que o papel derradeiro do médico deveria ser o de introduzir na sociedade hábitos e conhecimento que conduzissem a sua profissão a poder tornar-se desnecessária.

É o que penso deste trabalho.

Feito com o intuito de divulgar, não de defender como boa esta ou aquela forma de medicina, mas de enunciar os métodos e princípios em que algumas assentam , bem como de reproduzir  os testemunhos de quem viveu na carne as suas implicações e consequências, o meu principal objectivo foi o de levar às pessoas o conhecimento de coisas que não são tanto do domínio público como quem está envolvido neste tipo de problemas acha que deveriam ser.

Espero que cada pessoa que me leia encontre aqui uma forma de ajuda para descobrir a opção que melhor sirva as suas expectativas.

Quando um dia tudo isto for tão sabido quanto o é o que faz parte do passado imediato da medicina habitual, terá deixado de fazer sentido – e sentir-me-ei feliz por isso.

Tal como o objectivo de um médico poderia ser o de contribuir para que a sua profissão deixasse de ser necessária, também eu desejo que, por maior divulgação do conhecimento ou por novas descobertas da ciência  –  e no menor lapso de tempo possível  –  este trabalho possa vir rapidamente a ser inútil.

Pedro Laranjeira   




UM COMENTÁRIO FINAL !


Pareceu-me tão importante divulgar este assunto que decidi escrever um livro a explicar em detalhe tudo quanto tem que ver com este tratamento inovador.

Fi-lo numa linguagem acessível, que pudesse ser entendida com facilidade por quem mais se interessa por tudo isto: as mulheres que sofrem da doença - mas dotei-o também do enunciado científico suficiente para levar a classe médica a dar-lhe a atenção que merece.

Pensei que, tratando-se de um assunto que afecta a vida de quase um milhão de portuguesas, era importante!

Curiosamente, há mais de um ano nas livrarias, permanece escondido nas prateleiras e não despertou qualquer interesse. O meu distribuidor informou-me, por exemplo, que o grupo Bertrand se recusou a incluir o título no seu catálogo, ignora por que razão.

Da Comunicação Social (essa que enche páginas com as distensões musculares dos jogadores de futebol), recebi a mais completa ignorância.

A certo passo, com revolta, percebi porquê: num país em que cada vez mais existe a vergonha de certa imprensa que publica quem lhe paga para ser publicado (o que nunca fiz e nunca farei), fui eu próprio vítima da suspeita de que o meu livro era uma "encomenda" do Hospital onde este tratamento é feito...

Só o percebi quando alguém mo perguntou! O quer tomei como uma ofensa e um insulto à minha deontologia profissional.

Depois disso, tive ocasião de esclarecer publicamente que não tenho - nem nunca tive - qualquer relação com o Hospital em questão e que a única coisa que esse Hospital me ofereceu até hoje foi meio copo de sumo de laranja (artificial) e uma miniatura de pastel de nata, durante as dez horas em que lá estive a assistir a seis intervenções...

Sempre afirmei que desejava que acabasse o mais depressa possível a situação de este tratamento estar centrado num único Hospital e que seria desejável que outros o passassem a fazer também, para o que obtive a promessa do Dr. Martins Pisco de que estava disponível para dar formação a quem a desejasse, o que também anunciei publicamente.

No entanto, a comunicação social ignorou a obra e o tema. Porque terá sido?...

Não sei, mas enviei uma cópia do livro para todos os canais de televisão e muitos dos seus programas de maior audiência, bem como rádios, revistas e jornais. Não tive uma única resposta.

Eu sei que as lesões dos futebolistas e os testemunhos dos ilustres representantes do nosso jetset social, que povoam diariamente os "talk-shows" nacionais são mais importantes que uma doença que afecta 40% da metade feminina da população portuguesa...

Apesar disso, tentei contribuir para evitar a amputação inútil de mais de quatro mil mulheres por ano, das 900.000 que são afectadas por esta doença!

Fiz o que pude...



Muitos contactos me têm chegado de mulheres que tentaram obter o livro e não o conseguiram.

Para essas, se o interesse ainda se mantiver, ou para outras a quem possa interessar, deixo-lhes a capa e a possibilidade de o

 

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Actualizado em Sexta, 27 Junho 2014 21:51
 

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